Como se Adaptar ao CPAP – Orientação Especializada

Como se Adaptar ao CPAP – Orientação Especializada
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Ser diagnosticado com apneia do sono e receber a indicação do CPAP pode parecer algo desanimador. A necessidade de utilizar o aparelho todas as noites para dormir bem acaba desmotivando muitos pacientes, que preferem continuar sem tratamento e sofrendo as consequências deste problema. Se você não sabe como se adaptar ao CPAP, continue conosco neste artigo, pois vamos lhe mostrar que este procedimento pode ser realizado da forma mais natural possível.

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Como se Adaptar ao CPAP

É possível dormir utilizando o CPAP todas as noites, de forma confortável. No entanto, como em todo tratamento, cada paciente tem características e necessidades diferenciadas, respondendo também de forma diferente.

Por este motivo, sempre é recomendado que o paciente realize, na clínica, um procedimento chamado “Adaptação de CPAP”, em que o profissional fisioterapeuta fará todas as adaptações necessárias ao aparelho, como os ajustes na máscara e os níveis de pressão adequados, para que o paciente sinta-se confortável com a sua utilização.

Como se Adaptar ao CPAP – Adaptação com o Fisioterapeuta

Na realidade, sabemos que, dependendo da experiência ou de contatos anteriores que o paciente pode ter tido com o aparelho ou com sua interface, a adesão ao tratamento pode não ser tão positiva.

Por este motivo, o objetivo destes procedimentos de adaptação na clínica é tornar o uso do CPAP o mais natural possível, possibilitando um ambiente tranquilo, em que o paciente se sentirá seguro e no controle da situação.  

Como se adaptar ao CPAP – Etapas da Adaptação na Clínica

O fisioterapeuta, inicialmente, esclarece ao paciente sobre o passo a passo destes procedimentos de adaptação e estimula o contato manual do paciente com o equipamento e sua interface, antes de colocar a máscara no rosto.  

A Escolha da Máscara

A escolha do modelo da máscara é uma etapa muito importante do processo. Existem vários modelos no mercado, como as máscaras oronasais, nasais e também almofadas nasais ou pillows. Além disso, para cada tipo de máscara, há diversos tamanhos e materiais, possibilitando atender a todas as necessidades de cada paciente.

Inicialmente, a literatura científica sugere que o fisioterapeuta experimente uma máscara nasal no paciente, pois possui uma menor área de contato com o rosto, sendo mais confortável, necessitando de menor pressão e apresentando menor vazamento, para avaliar a presença de vazamentos em diferentes posições corporais e pressões.

A Escolha dos Níveis de Pressão

A partir de então, o fisioterapeuta liga o aparelho e fica atento às reações do paciente em relação à imposição das pressões progressivamente mais altas e à sua preferência pelos modelos da máscara, que serão selecionadas mediante sua percepção.

Outras Orientações

O paciente também recebe orientações sobre como manipular o equipamento, os cuidados necessários com o aparelho, como as práticas de higienização e troca periódica de filtros.

O colchão e o travesseiro do paciente também devem ser avaliados para que o tratamento com o CPAP tenha sucesso.

Existem travesseiros específicos para interfaces de CPAP, que podem ser indicados, para evitar a compressão da máscara sobre a pele e vazamentos de ar. Estes são fatores que, muitas vezes, dificultam a adesão ao tratamento. Ao oferecer uma solução para eles, é possível proporcionar conforto ao paciente, além de favorecer um melhor alinhamento da coluna vertebral.

Estratégias Complementares ao Uso do CPAP

Para alguns pacientes, pode ser recomendado passar a dormir em posição de decúbito lateral, já que dormir nesta posição tem uma influência substancial para diminuição do seu índice de apneia-hipopneia. Isso pode proporcionar um melhor resultado ao tratamento.

Pode-se indicar, para este paciente, o uso de cintas com uma massa volumosa colocada nas costas (como colete de espuma rígida nas costas), impedindo que ele se vire para a posição “de costas” durante o sono.

Os pacientes que fazem uso desta terapia posicional também devem ser acompanhados criteriosamente pelo fisioterapeuta, pois esta adaptação pode ser complexa para o paciente, assim como ao CPAP.

Como se adaptar ao CPAP – Acompanhamento

Não existe um prazo definido para adaptar-se definitivamente à terapia com CPAP. Algumas pessoas conseguem dormir uma noite inteira e sentir-se completamente bem logo no primeiro uso. No entanto, a maioria das pessoas leva de 1 a 6 semanas para acostumar com a sensação da máscara e com a pressão.

Por este motivo, um dos grandes desafios para a adesão ao tratamento é a primeira semana. Assim, o acompanhamento, o suporte intensivo e a rápida resolução de problemas relacionados ao uso durante este período podem ajudar a melhorar a adesão.

Após esta primeira visita, o paciente deve entrar em contato com o fisioterapeuta, principalmente nos primeiros dias, ao identificar problemas como: dificuldade para colocar a máscara, ressecamento de boca ou garganta, dificuldade para respirar, claustrofobia, dor na face, devido à pressão exercida pela máscara, irritação ou lesão na pele, vazamento de ar, dores de cabeça ou ressecamento nos olhos.

Em alguns casos, pode ser necessário um plano de dessensibilização, em que o paciente utiliza o equipamento algumas vezes durante o dia, acordado, aumentando gradualmente o tempo de uso durante a noite.

Outra estratégia que pode ser benéfica é o uso de medicamentos para o controle da ansiedade, neste caso, com a prescrição do médico do sono, e terapia comportamental, para auxiliar a adesão.

Neste processo de adaptação, o paciente retorna algumas vezes ao consultório, para reorientações, reajustar parâmetros, ser encaminhado a outros especialistas para terapias combinadas ou mesmo, para mudar a conduta.

Acompanhamento Médico Periódico

Geralmente, podemos estabelecer um acompanhamento periódico semanal ou quinzenal, durante o primeiro mês, com segmentos trimestralmente, semestralmente e, posteriormente, anualmente, de acordo com a resposta de cada indivíduo.

É interessante que o paciente mantenha contato com o fisioterapeuta, seu médico e outros profissionais envolvidos, levando seu tratamento a sério, para uma vida mais longa, melhor e mais saudável.

Se você está sentindo dificuldade para se adaptar ao CPAP, marque uma consulta e deixe nossos profissionais ajudarem neste processo, que é tão importante para a sua saúde e qualidade de vida.

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