XI Simpósio Internacional Sobre Ronco e Apneia do Sono

XI Simpósio Internacional Sobre Ronco e Apneia do Sono
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No ultimo dia 11 de Agosto de 2017, o Dr. José Antonio Pinto participou como palestrante do XI Simpósio Internacional Sobre Ronco e Apneia do Sono no Hospital Israelita Albert Einstein. A palestra teve o tema: Evolução do tratamento da hipofaringe na síndrome da apneia obstrutiva do sono.

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Sobre o evento

Problemas como ronco e apneia obstrutiva do sono foram temas de debate deste evento. O encontro reuniu palestrantes internacionais da área para discutir as novas tecnologias utilizadas no tratamento dos distúrbios do sono.

O XI Simpósio Internacional sobre Ronco e Apneia do Sono é destinado a médicos com especialidade em pneumologia, otorrinolaringologia e cirurgia de cabeça e pescoço. Houve também o curso complementar prático para aprimoramento das técnicas cirúrgicas.

A apneia obstrutiva do sono

A apneia obstrutiva do sono é caracterizada por esforços ineficazes para inspirar: a pessoa apresenta pausas respiratórias recorrentes durante o sono. Essas pausas ocorrem devido à obstrução repetitiva da faringe durante o sono, causada pela diminuição da tonicidade dos músculos da faringe e do genioglosso, ocasionando pausas respiratórias de 10 segundos ou mais, acompanhadas ou não de dessaturação de oxigênio.

Estas interrupções geralmente acontecem durante o sono REM, devido à supressão total do tônus muscular, inclusive dos músculos dilatares da faringe, favorecendo a obstrução da hipofaringe.

Uma das causas da obstrução são os fatores anatomoestruturais e neuromusculares que fazem uma constrição na faringe, dificultando a passagem do ar. A obstrução da passagem do ar leva o paciente a apresentar esforços inspiratórios ineficazes, pausas respiratórias, altas pressões negativas intratorácicas, alterações dos gases arteriais e estimulação de quimiorreceptores e barorreceptores, ocasionando despertares frequentes, aumento da atividade nervosa simpática muscular e resposta cardiovascular adversa, prejudicando a arquitetura do sono.

Esses despertares constantes levam o paciente a apresentar sonolência excessiva durante do dia e diversos sintomas cognitivos, interferindo na qualidade de vida deste sujeito, aumentam o riso de acidentes automobilísticos, acidentes de trabalho e ao desenvolvimento de hipertensão arterial, resistência à insulina e aumento de risco cardiovascular, tornando a apneia do sono uma doença crônica, progressiva, incapacitante e com alta morbidade, contribuindo para a mortalidade.

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